Atualizado em: 14/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1030,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1050,00
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Café começa a semana com o mercado em pausa após intensa oscilação.

As bolsas iniciam a semana com leves quedas nesta segunda-feira, enquanto os investidores observam o andamento da colheita no Brasil, a qualidade da safra e os riscos climáticos.

Os preços do café começaram a semana com pequenas desvalorizações nas bolsas internacionais, após uma série de sessões com alta volatilidade. Na manhã desta segunda-feira (13), o mercado está atento ao progresso da colheita no Brasil, às condições climáticas e ao comportamento dos fundos de investimento.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato de setembro/26 do café arábica era negociado a 333,10 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 115 pontos. O vencimento de dezembro/26 operava a 313,55 centavos, com uma baixa de 245 pontos.

Em Londres (ICE Europe), o robusta também mostrava leves perdas. O contrato de setembro/26 era cotado a US$ 3.830 por tonelada, com uma queda de 22 pontos, enquanto o contrato de novembro/26 valia US$ 3.800, com uma redução de 19 pontos.

De acordo com uma análise da Safras & Mercado, a volatilidade observada na última semana foi fortemente influenciada por fatores financeiros, como o vencimento de opções, a realocação de carteiras por parte de fundos e gatilhos técnicos. No entanto, o analista Gil Barabach ressalta que o mercado também passou por uma alteração em sua estrutura de preços, sustentada por fundamentos.

Conforme Barabach, o ritmo mais lento da colheita brasileira diminuiu o otimismo inicial em relação à chegada da nova safra. As chuvas em regiões produtoras chave atrasaram os trabalhos no campo, a secagem e o beneficiamento dos grãos, aumentando as preocupações com a qualidade do café arábica devido ao excesso de umidade. Além disso, revisões nas estimativas de produção de conilon no Espírito Santo também contribuíram para o fortalecimento das cotações.

Um outro fator que continua a ser monitorado pelo mercado é o aumento das preocupações com a possibilidade de um El Niño mais intenso nos próximos meses. Em um cenário de estoques globais ainda reduzidos, especialmente nas bolsas internacionais, os investidores estão atentos aos impactos que esse fenômeno climático poderá ter nas próximas safras no Brasil e em importantes produtores de robusta, como Vietnã e Indonésia.

No mercado físico brasileiro, a última semana foi marcada por cautela. Segundo a Safras & Mercado, os compradores diminuíram o ritmo das negociações durante os momentos de alta nas bolsas, enquanto os produtores se mostraram mais reticentes durante as quedas, limitando os volumes negociados e mantendo o mercado atento à evolução da colheita e às oscilações internacionais.

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