As variedades arábica e robusta iniciam o dia em alta nos mercados, enquanto os investidores continuam a analisar os efeitos do El Niño e o andamento da colheita no Brasil.
Os preços do café começaram as negociações desta terça-feira (14) em alta nas bolsas internacionais. Após a correção observada no início da semana, o mercado novamente encontrou suporte nas preocupações climáticas e no acompanhamento da oferta global, mesmo com a colheita brasileira progredindo.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para setembro de 2026 era negociado a 334,15 cents por libra-peso, com um aumento de 415 pontos. O vencimento de dezembro de 2026 subia 365 pontos, sendo cotado a 314,70 cents/lbp.
Na ICE Europe, o café robusta também apresentava uma performance positiva. O contrato para setembro de 2026 era negociado a US$ 3.873 por tonelada, com uma valorização de 39 pontos, enquanto o contrato de novembro de 2026 avançava 36 pontos, atingindo US$ 3.832 por tonelada.
O mercado permanece sensível às previsões sobre a oferta mundial. Um relatório da Organização Internacional do Café (OIC) indicou que o indicador composto de preços caiu 2,8% em junho, refletindo a expectativa de maior disponibilidade de café na safra 2026/27. Contudo, ao longo do mês, os preços reagiram fortemente devido às preocupações com as condições climáticas no Brasil e à crescente expectativa de um El Niño mais intenso no segundo semestre, fatores que interromperam a tendência de queda dos preços.
No Brasil, o avanço da colheita continua a aumentar gradualmente a oferta de café, mas o mercado permanece atento aos impactos que as condições climáticas podem ter sobre a qualidade da safra atual e sobre o desenvolvimento do próximo ciclo produtivo. Esse cenário mantém a volatilidade elevada nas bolsas e destaca a influência das previsões meteorológicas na formação dos preços.
Por:
Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








