O café arábica enfrenta uma queda nos principais vencimentos, enquanto o robusta mantém seus ganhos em Londres; o avanço da colheita continua a ser o foco principal.
Os preços do café fecharam a terça-feira (2) com movimentações variadas nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, os contratos de arábica tiveram uma queda, influenciados pela pressão do avanço da colheita brasileira e pelo aumento da oferta sazonal. Em Londres, o robusta conseguiu manter ganhos modestos.
O contrato julho/26 do café arábica encerrou o dia cotado a 259,20 cents/lb, apresentando uma queda de 140 pontos. O setembro/26 perdeu 135 pontos, fechando a 252,85 cents/lb. O contrato dezembro/26 recuou 150 pontos, terminando a 245,25 cents/lb.
No segmento do robusta, o vencimento julho/26 subiu US$ 24, finalizando a US$ 3.462 por tonelada. O setembro/26 teve uma alta de US$ 20, alcançando US$ 3.335 por tonelada, enquanto o novembro/26 aumentou US$ 15, fechando a US$ 3.257 por tonelada.
O mercado permanece focado no avanço da colheita brasileira, que está ganhando ritmo nas principais regiões produtoras, aumentando a disponibilidade física de café. A chegada da nova safra continua a incentivar movimentos de venda, limitando as tentativas de recuperação mais sólida dos preços do arábica.
Paralelamente, os participantes do mercado estão avaliando o potencial produtivo da safra brasileira de 2026/27. Apesar das expectativas de uma produção maior em comparação ao ciclo anterior, ainda existem divergências entre as estimativas privadas, o que gera um clima de cautela entre compradores e vendedores.
Análises do Escritório Carvalhaes ressaltam que os estoques globais permanecem apertados para cafés de qualidade superior, enquanto a demanda continua firme, fatores que ajudam a evitar quedas mais acentuadas nas cotações, mesmo diante da pressão sazonal da colheita brasileira.
As condições climáticas no Brasil também estão sendo monitoradas. Com a chegada do inverno no Hemisfério Sul, o mercado observa a possibilidade de episódios de frio mais intenso nas regiões produtoras, um fator que tradicionalmente aumenta a volatilidade dos preços nesta época do ano.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas



















