Atualizado em: 15/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1030,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1050,00
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Mercado do café despenca e devolve parte dos ganhos da véspera

Café finaliza o dia com resultados variados nas bolsas nesta terça-feira.

O mercado mudou a trajetória inicial, com o café arábica encerrando 390 pontos abaixo em Nova York, enquanto o robusta subiu 15 pontos em meio às incertezas sobre a oferta e as condições climáticas

Na terça-feira (14), o mercado internacional do café apresentou comportamentos diferentes nas bolsas. Após começar o dia em alta, motivado por preocupações com o clima e a oferta global, o café arábica perdeu força ao longo do pregão e fechou em queda na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Em contrapartida, o robusta conseguiu manter ganhos modestos em Londres (ICE Europe).

O contrato para setembro/26 do arábica foi encerrado cotado a 326,10 centavos de dólar por libra-peso, com uma queda de 390 pontos. Já o vencimento para dezembro/26 finalizou a 308,00 centavos, apresentando um recuo de 305 pontos.

O robusta, por sua vez, teve um desempenho positivo. O contrato para setembro/26 fechou a US$ 3.849 por tonelada, com um aumento de 15 pontos, enquanto o contrato para novembro/26 encerrou a US$ 3.800, representando um avanço de 4 pontos.

Durante a sessão, o mercado passou por um ajuste após a tentativa de recuperação observada na abertura. As preocupações com o desenvolvimento da safra brasileira e as condições climáticas continuam a dar suporte às cotações, mas os investidores alternam entre compras e realização de lucros em um cenário de alta volatilidade.

A colheita no Brasil continua sendo o foco principal. Apesar de a nova safra estar entrando gradualmente, o fluxo de oferta ainda é moderado, enquanto muitos produtores adotam uma postura cautelosa nas vendas, aguardando definições sobre produtividade, qualidade dos grãos e o comportamento do mercado nas próximas semanas.

Dados divulgados pela Organização Internacional do Café (OIC) e repercutidos pela Safras & Mercado indicaram que os preços globais do café caíram 28% em junho, refletindo a expectativa de maior disponibilidade do produto com o avanço das colheitas nos principais países produtores. No entanto, o mercado continua sensível às condições climáticas e aos baixos estoques, fatores que ainda limitam movimentos mais acentuados de queda.

No Brasil, as oscilações das bolsas internacionais não são necessariamente refletidas integralmente nos preços pagos aos produtores. Além da variação cambial, aspectos como custos logísticos, diferenciais de qualidade, prêmios e a estrutura de comercialização influenciam a formação dos preços internos, diminuindo a transmissão direta das altas e baixas observadas nas bolsas internacionais.

Com a colheita avançando e as previsões climáticas ainda em foco, espera-se que o mercado continue a operar com alta volatilidade nas próximas sessões, reagindo rapidamente a novas informações sobre oferta, demanda e clima.

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