As variedades arábica e robusta iniciam o dia de negociações em alta, enquanto os estoques continuam a diminuir e os produtores brasileiros adotam uma postura cautelosa na comercialização.
Os preços do café começaram as transações nesta quarta-feira (15) em ascensão nas bolsas internacionais. O mercado busca recuperar parte das perdas observadas na sessão anterior, impulsionado pela oferta ainda limitada de arábica, pela continuidade da redução dos estoques certificados da ICE e pela atenção às condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para setembro/26 era negociado a 329,50 cents de dólar por libra-peso, apresentando uma alta de 340 pontos. O vencimento para dezembro/26 também subia 330 pontos, sendo cotado a 311,30 cents/lbp.
Na ICE Europe, o café robusta também mostrava alta. O contrato para setembro/26 era negociado a US$ 3.899 por tonelada, com um avanço de 50 pontos, enquanto o novembro/26 subia 54 pontos, alcançando US$ 3.854 por tonelada.
A volatilidade do mercado permanece alta após a intensa oscilação registrada na terça-feira. De acordo com uma análise do Escritório Carvalhaes, os contratos de arábica chegaram a subir 2.240 pontos durante o pregão, mas reverteram essa tendência e fecharam o dia em queda. O robusta, por sua vez, atingiu uma máxima de US$ 4.033 por tonelada antes de encerrar com uma leve valorização.
Um dos principais fatores que sustentam os preços continua sendo a redução dos estoques certificados de arábica da ICE Futures US, que caíram mais 2.922 sacas, totalizando 339.652 sacas, quase 489 mil sacas a menos em comparação ao mesmo período do ano passado. A disponibilidade restrita de café também mantém o suporte no mercado físico brasileiro, onde os produtores estão negociando apenas volumes necessários, aguardando um cenário mais claro para os meses seguintes.
No campo, as atenções se concentram no clima. As chuvas no início da semana dificultaram a colheita e a secagem dos grãos em algumas áreas produtoras do Sudeste. A partir desta quarta-feira, a previsão é de retorno ao tempo seco, o que deve favorecer o avanço das atividades, embora uma massa de ar frio mantenha as temperaturas mais baixas nas madrugadas, especialmente no Sul de Minas. Apesar disso, as previsões indicam um risco muito baixo de geadas nas principais regiões cafeeiras.
Outro aspecto que influencia o mercado nesta quarta-feira é a cotação do câmbio. Após fechar a terça-feira a R$ 5,0780, o dólar voltou a recuar e opera próximo de R$ 5,06, um movimento que tende a diminuir a competitividade das exportações brasileiras e também impacta a formação dos preços internos do café.








