Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Cooxupé lidera iniciativa inédita no Brasil e viabiliza venda de créditos de carbono no café

Cooxupé inicia projeto pioneiro no Brasil e possibilita a comercialização de créditos de carbono no setor cafeeiro.

A Cooxupé alcançou um feito histórico para o agronegócio brasileiro: a produção e comercialização de créditos de carbono no café, gerados ao longo da cadeia de valor com a arborização das lavouras cafeeiras. Essa iniciativa faz parte do Projeto de Cafeicultura Regenerativa, desenvolvido pela cooperativa, e posiciona o Brasil na liderança de um modelo produtivo que une sustentabilidade, inovação e valorização do produtor.

O projeto piloto contou com a participação de 12 cooperados, abrangendo uma área de 43,27 hectares, e implementou sistemas regenerativos e corredores de árvores nas lavouras. Como resultado, foram sequestradas 649,94 toneladas de carbono, com a distribuição de R$ 104.601,59 aos produtores cooperados envolvidos. Além disso, foram doadas 5 mil mudas, contribuindo para a biodiversidade nas propriedades.

A operação foi possibilitada através da parceria com um cliente da Cooxupé, que adquiriu os créditos no modelo de insetting, ou seja, quando a própria cadeia produtiva investe na redução das emissões desde a sua origem. Os recursos foram repassados aos cooperados, consolidando uma nova fonte de renda vinculada à sustentabilidade.

“O projeto mostra que é possível unir produtividade, qualidade e responsabilidade ambiental em um único sistema, trazendo benefícios diretos ao cooperado”, ressalta Natalia Fernandes Carr, gerente ESG da Cooxupé.

Ciência e Inovação impulsionam créditos de carbono no café

Desenvolvido ao longo de 2024, o projeto de Cafeicultura Regenerativa originou-se de uma base técnica robusta e da busca por soluções práticas para a cafeicultura brasileira. A Cooxupé estabeleceu uma parceria com a pesquisadora Madelaine Venzon, da EPAMIG, trazendo conhecimento científico ao uso de plantas com nectários extraflorais (como ingá, erva-baleeira, fedegoso, fedegosinho e eritrina) para atrair inimigos naturais de pragas e aumentar a biodiversidade.

Outras organizações também fazem parte da iniciativa. A GrowGrounds é responsável pela estruturação e comercialização dos créditos de carbono, enquanto a Clima Café se encarrega da recomendação de espécies arbóreas com maior potencial de sequestro de carbono e valor econômico, além de oferecer suporte técnico no manejo.

O monitoramento e a certificação utilizam tecnologias como imagens de satélite, drones e georreferenciamento, assegurando precisão na mensuração do carbono sequestrado. Amostragens em campo validam os resultados a cada cinco anos.

Novo modelo para a cafeicultura

Mais do que um projeto isolado, a iniciativa representa uma transformação estrutural no modelo produtivo, integrando árvores às lavouras por meio de sistemas regenerativos. Essa prática promove benefícios ambientais, melhora o equilíbrio ecológico e fortalece a resiliência das propriedades diante dos desafios climáticos.

Os cooperados participantes estão localizados nas principais regiões de atuação da Cooxupé, com sete no Sul de Minas, três no Cerrado Mineiro e dois nas Matas de Minas, o que reforça o potencial de replicação do modelo em diferentes contextos produtivos.

A cafeicultura regenerativa da Cooxupé transforma práticas em créditos de carbono
(Foto: Divulgação)

Expansão e novos mercados

O projeto entra em uma nova fase, com a abertura de edital para adesão de mais cooperados e a inclusão da certificadora internacional Gold Standard, uma das mais renomadas no mundo. Assim, os créditos de carbono poderão ser comercializados também no modelo de offsetting, ampliando o alcance da iniciativa além da cadeia do café.

“O ‘Cafeicultura Regenerativa’ reforça o papel do cooperado como protagonista na construção de soluções sustentáveis. Além de atender às demandas do mercado internacional, a iniciativa gera oportunidades reais de renda e fortalece a competitividade da cafeicultura brasileira. Este é o primeiro projeto no Brasil a gerar unidades de carbono a partir da arborização de lavouras de café. Um avanço que conecta campo, ciência e mercado, apontando para o futuro da produção cafeeira”, conclui Natalia.

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