A colheita de café do Brasil para este ano, que começa no próximo mês, foi estimada nesta sexta-feira em um recorde de 64,1 milhões de sacas de 60 kg, representando um aumento de 3,9% em comparação à projeção de janeiro, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse volume aponta um crescimento de 11,5% na produção de café do maior produtor e exportador global em relação à safra de 2025, impulsionado pela produção de grãos arábica.
Entretanto, a estimativa do IBGE está abaixo da previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta 66,2 milhões de sacas de 60 kg, um aumento de 17,1% em comparação a 2025.
As previsões dos órgãos públicos costumam ser menores do que as estimativas de consultorias privadas, que estimam uma produção superior a 70 milhões de sacas. Na quinta-feira, a StoneX previu uma safra recorde de 75,3 milhões de sacas.
De acordo com o IBGE, a safra de café arábica foi estimada em 43,9 milhões de sacas, um aumento de 5,6% em relação a janeiro.
“Para a safra de 2026, espera-se um crescimento natural da produção devido às características da espécie, que tende a produzir mais em anos pares. O clima tem beneficiado as lavouras do centro-sul e, por enquanto, os problemas climáticos nas principais regiões produtoras têm sido pontuais”, afirmou o IBGE.
Quanto ao café canéfora (robusta e conilon), a estimativa de produção para este ano é de 20,2 milhões de sacas, um aumento de 0,4% em relação ao que foi projetado em janeiro, mas uma queda de 3,7% em relação à produção de 2025.
“Apesar de o clima estar favorecendo as lavouras, a base de comparação influencia a variação, uma vez que a produção de café canéfora em 2025 foi um recorde na série histórica do IBGE. No entanto, ainda existem incertezas quanto ao volume e à frequência das chuvas no primeiro quadrimestre do ano”, comentou.
A StoneX também prevê uma diminuição anual na estimativa de safra de canéforas, mas a projeção é de cerca de 25 milhões de sacas.










