Atualizado em: 30/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.440 Café Arábica Rio 7: R$ 1.180,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1000,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1040,00
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Café fecha junho com disparada nas bolsas internacionais e ganhos superiores...

Café encerra junho com alta significativa nas bolsas internacionais e lucros acima do esperado…

As chuvas estão causando atrasos na colheita no Brasil, o que estimula a compra por parte dos fundos e eleva os preços do café arábica e robusta nas bolsas internacionais.

Os preços do café fecharam a terça-feira (30) com significativos ganhos nas bolsas internacionais, resultado da combinação entre o atraso da colheita brasileira devido às chuvas, preocupações com a qualidade da safra e uma atuação mais ativa dos fundos de investimento. Esse movimento levou o mercado do arábica a seu maior nível em quase cinco meses, enquanto o robusta também apresentou uma valorização considerável em Londres.

Desde o início da sessão, os contratos estavam em alta, impulsionados pelo retorno dos fundos às compras e pela observação das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil. Ao longo do dia, a tendência se intensificou com a confirmação de que as chuvas continuam limitando o progresso da colheita, atrasando também a secagem e o beneficiamento dos grãos.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato de setembro/26 do café arábica encerrou a 296,45 cents de dólar por libra-peso, com um aumento de 1.865 pontos. O vencimento de dezembro/26 fechou a 282,10 cents/lbp, subindo 1.870 pontos.

Na ICE Europe, em Londres, o contrato de setembro/26 do café robusta terminou o dia cotado a US$ 3.658 por tonelada, com um ganho de 94 pontos. O vencimento de novembro/26 encerrou a US$ 3.612 por tonelada, registrando uma alta de 102 pontos.

De acordo com a análise da Safras & Mercado, o principal fator de sustentação continua sendo o atraso da colheita brasileira. Até 24 de junho, a colheita de café no Brasil atingia 44% da safra, abaixo dos 51% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média dos últimos cinco anos, que é de 47%.

Considerando apenas o arábica, os trabalhos alcançavam 33%, em comparação aos 42% do mesmo período de 2025 e uma média histórica de 37%. As chuvas frequentes nas principais regiões produtoras diminuíram o ritmo das operações de campo e dificultaram a secagem dos grãos, atrasando a entrada da nova safra no mercado.

Segundo o analista Gil Barabach, da Safras & Mercado, o excesso de umidade está prejudicando principalmente as regiões produtoras de arábica em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Além de limitar a colheita, as chuvas aumentam as preocupações com a qualidade dos cafés e restringem a oferta imediata.

Outro fator que sustenta os preços é a atuação dos fundos de investimento, que ampliaram suas posições compradas diante das incertezas climáticas. Com o Brasil entrando no período de inverno, o mercado permanece atento ao risco de geadas nas áreas produtivas do Sudeste, um fator que contribui para a volatilidade das cotações.

A Safras & Mercado também observa que a disponibilidade restrita da safra intermediária (Mitaca) da Colômbia e a diminuição dos estoques certificados de arábica na ICE reforçam a percepção de oferta limitada no curto prazo, dando suporte às cotações internacionais.

Ao final de junho, o desempenho foi notável. O contrato de setembro do arábica acumulou uma valorização de 14,6% no mês, fechando o segundo trimestre com alta de 6,6% e, apesar da recuperação recente, ainda apresenta uma queda de 7,2% no total do primeiro semestre de 2026.

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