Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Café despenca na manhã desta sexta com petróleo em queda e safra brasileira...

Café sofre queda nesta sexta-feira pela manhã devido à baixa nos preços do petróleo e à colheita brasileira.

Na manhã desta sexta-feira, 17 de abril, o mercado futuro do café intensificou suas perdas, enfrentando forte pressão das bolsas internacionais. Esse movimento se acentuou após a queda significativa do petróleo, resultado da reabertura do Estreito de Ormuz, além da continuidade da entrada da safra brasileira no foco do mercado.

Por volta das 11h (horário de Brasília), na Bolsa de Nova York, o café arábica experimentou uma forte queda. O contrato de maio/26 está sendo cotado a 291,20 cents/lb, com uma baixa de 525 pontos. O contrato de julho/26 opera a 284,80 cents/lb, com uma queda de 560 pontos. O setembro/26 é negociado a 273,50 cents/lb, apresentando um recuo de 385 pontos. Por fim, o dezembro/26 aparece a 266,20 cents/lb, com uma baixa de 275 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também mostra perdas significativas. O contrato de maio/26 está sendo cotado a US$ 3.412 por tonelada, com uma baixa de 62 pontos. O julho/26 recua para US$ 3.282 por tonelada, com uma queda de 65 pontos. O setembro/26 opera a US$ 3.220 por tonelada, com uma baixa de 58 pontos. O novembro/26 é negociado a US$ 3.158 por tonelada, com um recuo de 62 pontos.

A reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, representa o principal fator novo no mercado. Com essa reabertura, os preços da commodity chegaram a cair cerca de 10%, reduzindo custos logísticos e diminuindo parte do suporte recente para as commodities agrícolas, incluindo o café.

A queda nos preços do petróleo impacta diretamente o mercado ao reduzir os custos de transporte e a pressão inflacionária global, o que tende a enfraquecer o apelo das commodities como uma forma de proteção financeira. Esse movimento ajuda a explicar a liquidação observada nas bolsas nesta manhã.

Simultaneamente, o mercado continua a considerar a entrada da safra brasileira. Com o avanço da colheita, cresce a expectativa de uma maior oferta no curto prazo, fator que pressiona as cotações, especialmente após as altas recentes. Apesar da queda nas bolsas, o ritmo de comercialização permanece moderado, com os produtores avaliando o momento antes de avançar nas vendas.

A atualização desta manhã revela uma mudança clara no sentimento do mercado. A queda do petróleo, junto com o avanço da safra brasileira, aumenta a pressão sobre o café e requer ainda mais atenção dos produtores na gestão de suas comercializações em um cenário mais volátil.
 

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