Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Café brasileiro: queda de 8% nas exportações em março, totalizando 3,04 milhões de…

Entressafra, produtores com capital disponível, obstáculos logísticos e o panorama geopolítico afetam as exportações no primeiro trimestre

As exportações de café do Brasil totalizaram 3,040 milhões de sacas de 60 quilos em março, gerando uma receita cambial de US$ 1,125 bilhão, conforme o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil. Comparado ao mesmo mês de 2025, houve uma redução de 7,8% no volume embarcado, enquanto a receita caiu 15,1%, evidenciando um período de menor disponibilidade de produto no mercado.

Com esse desempenho, os embarques do Brasil atingiram 29,093 milhões de sacas no acumulado dos nove primeiros meses da safra 2025/2026, um número 21,2% inferior ao do mesmo período anterior. Apesar da queda em volume, a receita cambial acumulada alcançou US$ 11,431 bilhões, apresentando um aumento de 2,9% em relação ao período de julho de 2024 a março de 2025.

No ano civil, o Brasil exportou 8,465 milhões de sacas no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma queda de 21,2% em comparação às 10,739 milhões embarcadas entre janeiro e março do ano passado. A receita cambial no período foi de US$ 3,371 bilhões, 13,6% abaixo dos US$ 3,901 bilhões registrados nos primeiros três meses de 2025.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, esse desempenho reflete o período de entressafra da cafeicultura no Brasil e a atual situação financeira dos produtores. Ele observa que a nova safra começará a chegar ao mercado em abril, especialmente os cafés canéforas, robusta e conilon, e mais para o final de maio para os arábicas. Além disso, ressalta que os cafeicultores estão capitalizados e analisando os melhores momentos para negociar seus cafés remanescentes, o que diminui a disponibilidade do produto.

Ferreira também menciona que fatores logísticos e geopolíticos afetaram os embarques. Segundo ele, a infraestrutura deficiente nos portos do país continua a interferir na capacidade de exportação, resultando em contêineres retidos à espera de embarque. O dirigente acrescenta que a retomada gradual das negociações com os Estados Unidos após o aumento de tarifas, as incertezas sobre a política comercial americana e as complicações no Estreito de Ormuz aumentaram os custos logísticos, com fretes mais altos e seguros marítimos mais caros.

Nos principais destinos dos cafés brasileiros no primeiro trimestre de 2026, a Alemanha manteve-se na liderança, com 1,192 milhão de sacas adquiridas, correspondendo a 14,1% dos embarques totais, o que representa uma queda de 15,63% em relação ao ano anterior. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com 936.617 sacas, uma redução de 48,3% e participação de 11,1%. Seguem-se Itália, com 885.162 sacas e aumento de 10,2%, Bélgica, com 527.456 sacas e crescimento de 4,5%, e Japão, com 440.085 sacas, apresentando uma diminuição de 35%.

Na variação anual entre os principais destinos:

Alemanha: queda de 15,63%
Estados Unidos: queda de 48,3%
Itália: alta de 10,2%
Bélgica: alta de 4,5%
Japão: queda de 35%

O café arábica permaneceu como o tipo mais exportado pelo Brasil no primeiro trimestre de 2026, com 6,712 milhões de sacas, ou 79,3% do total, apesar da queda de 25,8% em relação ao mesmo período do ano passado. O café solúvel aparece em seguida, com 963.168 sacas e uma leve queda de 1,5%, representando 11,4% das exportações. Os cafés canéforas totalizaram 780.911 sacas, com um aumento de 11% e participação de 9,2%, enquanto o café torrado e moído registrou 9.867 sacas, com uma queda de 29,9% e representatividade de 0,1%.

Na comparação anual por tipo de café:

Arábica: queda de 25,8%
Solúvel: queda de 1,5%
Canéfora (conilon + robusta): alta de 11%
Torrado e moído: queda de 29,9%

Os cafés diferenciados representaram 1,618 milhão de sacas exportadas no primeiro trimestre, o que corresponde a 19,1% do total e uma redução de 42,7% em comparação ao mesmo intervalo de 2025. A receita cambial desse segmento foi de US$ 730,751 milhões, com um preço médio de US$ 451,56 por saca, o que corresponde a 21,7% da receita total obtida com as exportações. Em termos anuais, este valor é 37,7% inferior.

A Alemanha liderou as compras de cafés diferenciados, com 226.716 sacas, seguida pela Itália, com 192.042 sacas, Bélgica, com 177.593 sacas, Estados Unidos, com 166.712 sacas, e Holanda, com 120.754 sacas.

Na logística, o Porto de Santos foi o principal corredor de exportação do café brasileiro no primeiro trimestre, com 6,409 milhões de sacas e uma participação de 75,7% do total. O complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 1,716 milhão de sacas, equivalente a 20,3%, enquanto o Porto de Paranaguá exportou 108.293 sacas, com uma representatividade de 1,3%.

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