Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Mercado futuro do café segue sem tendência definida após conclusão da safra...

Café inicia forte valorização no robusta, e condições climáticas no Brasil passam a ser monitoradas pelos produtores.

A bolsa reage ao clima seco e ao câmbio, enquanto o mercado físico brasileiro permanece estagnado no arábica e mais ativo no conilon.

O mercado futuro do café inicia esta terça-feira (14) com uma forte valorização do robusta e uma leve pressão sobre o arábica nas bolsas internacionais, em um movimento que combina fatores climáticos no Brasil e influências cambiais. Contudo, a situação ainda exige cautela por parte do produtor brasileiro, já que o comportamento interno do mercado não acompanha completamente a alta externa.

Na ICE Europa, o café robusta abre com uma alta consistente. O contrato para maio/26 é cotado a US$ 3.433 por tonelada, com um aumento de 820 pontos. O contrato de julho/26 opera a US$ 3.330 por tonelada, com ganho de 760 pontos. Por sua vez, o setembro/26 é negociado a US$ 3.265 por tonelada, com uma valorização de 720 pontos.

Na Bolsa de Nova York, o arábica apresenta uma leve queda. O contrato para maio/26 é cotado a 300,30 cents/lb, com uma redução de 55 pontos. O julho/26 opera a 295,50 cents/lb, com uma queda de 75 pontos. Já o setembro/26 é negociado a 281,60 cents/lb, com um recuo de 20 pontos.

A valorização do robusta encontra suporte em fatores climáticos no Brasil e na dinâmica cambial. A valorização do real em relação ao dólar, combinada com condições mais secas em regiões produtoras importantes, ajuda a sustentar os preços no mercado internacional, conforme apontam análises recentes do mercado global.

No entanto, ao observar o Brasil, o cenário continua cauteloso. O mercado físico de arábica mantém um baixo volume de negociações, refletindo a postura mais conservadora dos produtores diante dos níveis de preços atuais. Em contrapartida, o conilon apresenta um ritmo mais ativo, com um número maior de negócios realizados e maior interesse comprador para diferentes padrões de café.

Do ponto de vista climático, o tempo seco predomina nas principais regiões produtoras de café entre o Sudeste e a Bahia, com temperaturas elevadas e máximas próximas a 30°C ao longo da semana. Esse cenário diminui a umidade no campo e mantém o mercado atento ao desenvolvimento das lavouras.

Enquanto isso, há previsão de pancadas de chuva isoladas em Rondônia, que são importantes para o conilon, e o retorno das chuvas para áreas do Sudeste está previsto apenas após o dia 20 de abril, ainda assim de forma irregular e com baixos acumulados, conforme informações do Climatempo.

A combinação entre clima mais seco, câmbio e a dinâmica da oferta global mantém a volatilidade do mercado neste início de semana. Para o produtor brasileiro, o momento exige uma atenção redobrada: apesar da alta observada no robusta, o ritmo de comercialização permanece desigual entre os tipos de café e ainda depende das condições internas e do comportamento do câmbio.

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