Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Café encerra com pequenas elevações enquanto o mercado brasileiro acompanha condições climáticas e exportações.

Modestas oscilações em Nova York e Londres refletem a seca no Brasil, a valorização do real e a diminuição das exportações

O mercado de café fechou a segunda-feira (13) com leves altas nas bolsas internacionais, impulsionado por fundamentos que estão diretamente relacionados ao Brasil. Embora a valorização tenha sido moderada, foi suficiente para oferecer suporte às cotações, em meio a incertezas sobre a oferta e o ritmo de comercialização.

Na Bolsa de Nova York, o arábica teve um pequeno avanço. O contrato para maio/2026 fechou a 300,85 cents/lb, com um aumento de 75 pontos. O contrato para julho/2026 encerrou em 296,25 cents/lb, com um ganho de 35 pontos. Por sua vez, o setembro/2026 terminou a 281,80 cents/lb, com uma alta de 70 pontos.

Em Londres, o robusta seguiu a mesma tendência. O contrato de maio/2026 fechou a US$ 3.351 por tonelada, apresentando um aumento de 27 pontos. O julho/2026 teve um avanço de 15 pontos, alcançando US$ 3.254. O setembro/2026 subiu 14 pontos, para US$ 3.193 por tonelada.

O suporte veio, em grande parte, das condições climáticas no Brasil. A continuidade do tempo seco em regiões produtoras mantém a atenção voltada para o desenvolvimento final da safra e reduz a pressão vendedora no curto prazo. Simultaneamente, a valorização do real em relação ao dólar diminui o incentivo às exportações, um fator que tende a limitar a oferta externa.

De acordo com o analista Marcelo Moreira, o comportamento recente das cotações indica um alívio técnico após quedas anteriores, sem alteração estrutural no cenário. O mercado continua dependente da confirmação do tamanho da safra brasileira, da evolução climática e do fluxo exportador.

As exportações também passaram a ser monitoradas pelos operadores. Dados do Cecafé indicam que o Brasil embarcou 3,04 milhões de sacas em março, o que representa uma queda de 8% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Essa redução sinaliza uma oferta mais ajustada no curto prazo e ajuda a explicar o suporte às cotações observado nas bolsas.

Apesar da queda mensal, a demanda internacional permanece ativa, e o mercado está atento para saber se a chegada da nova safra brasileira poderá aumentar novamente o volume exportado. Esse equilíbrio entre a oferta ainda restrita e a expectativa de maior disponibilidade limita movimentos mais intensos.

O fechamento do dia, portanto, reflete um mercado sustentado por fundamentos brasileiros: clima seco, câmbio favorável às cotações e menores exportações. Ao mesmo tempo, a proximidade da colheita impede avanços mais significativos, mantendo o produtor em um cenário de volatilidade e exigindo atenção estratégica na comercialização.

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