Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Café intensifica quedas na manhã desta segunda-feira, com influência negativa do câmbio sobre o…

Com a desvalorização do dólar, o mercado externo apresenta recuo e a comercialização no Brasil continua estagnada, mesmo com a chegada da nova safra.

Na manhã desta segunda-feira, 13 de abril, o mercado futuro de café intensificou sua tendência de baixa, refletindo um ambiente pressionado pelo cenário macroeconômico e pela percepção da oferta global. Por volta das 11h (horário de Brasília), as cotações ampliavam as perdas, especialmente para o arábica.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica operava, em sua maioria, em queda. O contrato para maio/26 era cotado a 300,15 cents/lb, com um aumento de 5 pontos. O julho/26 recuava para 294,95 cents/lb, apresentando uma queda de 95 pontos. Já o setembro/26 era negociado a 280,40 cents/lb, com uma redução de 70 pontos.

No robusta, negociado na ICE Europa, o mercado também enfrentava pressão. O contrato para maio/26 era cotado a US$ 3.324 por tonelada, sem variação em pontos. O julho/26 recuava para US$ 3.232 por tonelada, com uma baixa de 7 pontos. O setembro/26 era negociado a US$ 3.172 por tonelada, também com queda de 7 pontos.

A desvalorização do dólar em relação ao real diminui a competitividade do café brasileiro no mercado internacional, pressionando as cotações e desestimulando a comercialização. Esse movimento é oriundo do fluxo global de capitais e não de uma mudança estrutural na economia brasileira, o que mantém um ambiente volátil.

Analisando o mercado brasileiro, o setor físico ainda mantém alguma sustentação. Embora a nova safra esteja começando a entrar no mercado, o volume disponível ainda se apresenta de forma gradual, enquanto os produtores adotam uma postura cautelosa na comercialização devido aos preços atuais.

Além disso, a taxa de câmbio mais baixa contribui para um ritmo de comercialização mais lento. Essa situação, somada a estoques ainda ajustados e custos elevados no campo, impede que o mercado interno acompanhe com a mesma intensidade as quedas observadas nas bolsas internacionais.

Esse momento destaca uma dinâmica importante: enquanto o mercado externo reage ao fluxo financeiro e às variações cambiais, o Brasil opera sob uma lógica própria, influenciada pelo ritmo da colheita e pela estratégia dos produtores.

Para o cafeicultor, o cenário desta manhã demanda atenção redobrada. A combinação entre pressão externa e sustentação interna cria um ambiente de incerteza, onde oportunidades podem surgir, mas exigem uma análise cuidadosa do mercado e um bom timing na tomada de decisão.
 

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